A osteologia é a parte da anatomia que estuda os ossos.
- Sustentação do corpo;
- Atuam como alavancas;
- Dão proteção a órgãos;
- Servem de apoio p/ músculos e tendões;
- Reservas de minerais (especialmente o cálcio e fósforo);
- Função hematopoiética (medula óssea).
- Exoesqueleto – são formações duras, situadas externamente no corpo de alguns animais. Ex: casco de tartaruga e tatu.
- Endoesqueleto – é o arcabouço interno, objeto de estudo da osteologia.
O esqueleto é dividido em três grandes partes, que são:
Axial – é formado pelos ossos do crânio, colula vertebral, costela e esterno.
Apendicular – é representado pelos ossos dos membros torácicos e pélvicos.
Visceral – é constituído por alguns ossos situados em vísceras de algumas espécies, como o osso do pênis do cão e do gato e os ossos do coração do boi.
A quantidade de ossos no corpo dos animais varia de espécie para espécie e também de acordo com a idade. O animal adulto apresenta um menor número de unidades ósseas, devido a fusão de alguns ossos ou partes, diferente dos jovens, que os possuem separados.
-Equino: 189
-Bovino: 188
-Suíno: 223
-Cão: 215
-Ossos longos – são aqueles onde o comprimento predomina sobre as demais dimensões. Possuem duas epífises, uma diáfise e uma cavidade medular. Ex: fêmur, úmero, ulna.
-Ossos curtos – são aqueles onde suas dimensões são equivalentes. Ex: ossos do carpo e tarso.
-Ossos laminares – são aqueles em que a largura e o comprimento predominam sobre a sua espessura, tem forma de lâmina. Ex: escápula.
-Ossos irregulares – são de formato completo, não se enquadram em nenhuma figura geométrica conhecida. Ex: as vértebras e os ossos da base do crânio.
-Ossos pneumáticos – são os ossos que contem ar em seu interior. Ex: alguns ossos do crânio, como maxilar e frontal, além de alguns ossos longos das aves.
-Ossos sesamóides – são também ossos curtos, que oferecem apoio para músculos e tendões.
-Dipöe – ossos da abóbada craniana.
O osso é capaz de crescer e, caso sofra alguma lesão (fratura), regenerar-se através da cicatrização. Quando aumenta as exigências mecânicas sobre o osso, ele é capaz de reforçar a sua estrutura; assim como quando as exigências diminuem, torna-se mais frágil na sua estrutura.
Obs: arquitetura – forma pronta, acabada
Estrutura – é a composição, a natureza de que é feita
O osso é adaptado para resistir as forças de tensão e de pressão e pode suportar cargas estáticas e dinâmicas várias vezes maiores que o peso do corpo.
-Cavidade medular – é um tubo localizado na parede do tecido ósseo compacto, na diáfise, que ocupa, quase toda a extensão nesta parte do osso. Essa cavidade é preenchida pela medula óssea.
-Substancia esponjosa – está localizada nas epífises e nas partes extremas da diáfise, abaixo da camada óssea compacta. Essa estrutura óssea esta organizada sob a forma de numerosas lâminas, que se entrecruzam e contornam lacunas.
-Substancia compacta – localizada logo abaixo do periósteo e acima da substancia esponjosa.
-Substancia esponjosa reticular – encontrada nas proximidades das superfícies articulares.
-Substancia esponjosa tubular – são encontradas no sentido do eixo maior do osso.
-Periósteo – revestimento externo, membranoso do osso, onde se dispersam as fibras dos tendões, que ali se fixam, e uma lâmina interna, com função basicamente osteogênica, pela ação dos osteoblastos. O periósteo é responsável pelo crescimento do osso, na sua espessura, ou seja, largura.
-Endósteo – reveste a cavidade medular. Está envolvido também no mecanismo de crescimento ósseo, desempenhando, o papel de remodelador do osso, pela ação dos osteoclastos.
-Sistemas Circunferenciais – é uma disposição, em lâminas, na substância compacta dos ossos longos onde, profundamente ao periósteo e ao endósteo, as lamelas percorrem toda a circunferência do osso. Se localizam externamente e internamente no osso.
-Canais longitudinais (de Havers) – dispostos longitudinalmente ao longo do osso, são ocupados pelos vasos e nervos destinados ao tecido ósseo. Estes canais contém tecido conjuntivo frouxo e são interligados, por outro sistema de canais, dispostos transversalmente no osso, que são os canais perpendiculares.
-Canais perpendiculares (de Volkmann) – também são portadors de vasos e nervos, ligados tanto daqueles contidos nos canais longitudinais quanto os da rede periostal, na superfície óssea. Estes canais atingem a cavidade medular, permitindo que os seus vasos e nervos cheguem a medula óssea e não são circunscritos por lamelas ósseas (osteônicas).
-Osteonas – são unidades anatômicas, que estão situadas entre os dois sistemas circunferenciais (externo e interno) e que estão organizadas ao redor de canais longitudinais (de Havers).
-Osteócitos – são localizados tanto nos sistemas circunferenciais quanto nas osteonas, em numerosas lacunas, entre as lamelas ósseas, que são interligados por canalículos, que é onde passa as informações celulares.
-Cartilagem Epifiseal – responsável pelo crescimento longitudinal do osso, ou seja, em comprimento.
A seção triangular da diáfise, com que se apresenta a maioria dos ossos longos, confere ao osso maior resistência do que se fora perfeitamente cilíndrica, pois ao nível das três arestas, onde ocorre maior concentração de tecido ósseo, formam-se três colunas de resistência. A partir desta disposição, ficam favorecidas tanto a resistência do osso como a sua capacidade elástica – neste aspecto, o da elasticidade, as faces resultantes constituem pontos de flexão óssea – sem descuidar da máxima economia de tecido ósseo. Por outro lado, o eixo longitudinal dos ossos longos não se apresentam perfeitamente retilíneo, mas em curva ora mais ora menos acentuada, o que lhes confere a condição de verdadeiros arcos, ou segmento de mola.
A vascularição de um osso é feita por duas redes efifisárias, uma rede diafisária e uma rede periostal.
Ossificação intramembranosa – originando os ossos chatos durante o período embrionário, crescimento dos ossos curtos e gradativo espessamento dos ossos longos.
Ossificação endocondral – mecanismo de ossificação que ocorre durante a formação do embrião, a partir da formação primária de um molde cartilaginoso, posteriormente mineralizado com a deposição de fosfato de cálcio. Os ossos longos são ossificados primeiramente na diáfise, depois nas epífises, através de molde cartilaginoso.
Podem ser de três tipos: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos.
-Osteoblastos – são células jovens com intensa atividade metabólica e responsáveis pela produção da parte orgânica da matriz, São cúbicas ou cilíndricas e são encontradas na superfície do osso, no periósteo. Fazem a regeneração óssea após fraturas. Os osteoblastos existem também no endósteo (membrana de tecido conjuntivo que reveste o canal medular).
-Osteócitos – durante a formação óssea, à medida que se dá a calcificação da matriz óssea, os osteoblastos acabam ficando em lacunas chamadas osteplastos, diminuem sua atividade metabólica e passam a ser osteócitos, células adultas que atuam na manutenção dos componentes químicos da matriz. Nas regiões ocupadas pelas ramificações dos osteoblastos formam-se os canais e canalículos, que permitem uma comunicação entre os osteócitos e os vasos sanguíneos que os alimentam. Os osteócitos possuem um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea e são protegidos pelas osteonas que os revestem.
-Osteoclastos – células grandes com diversos núcleos (multinucleadas ou polinucleadas), originadas da fusão de células ósseas. Fazem a reabsorção da matriz. Os osteoclastos são células gigantes que também são responsáveis pela degradação do tecido ósseo em condições fisiológicas e patológicas. Originam pela fusão de células mononucleadas da medula óssea, sendo porém observadas somente nas superfícies ósseas. Os osteoclastos secretam ácidos, colagenase e outras enzimas que atacam e liberam Ca2+.










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